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Grandes contribuições femininas para a tecnologia

No mês de março, nada mais justo que homenagear e escrever sobre grandes mulheres.

O texto de hoje é um registro que visa inspirar outras mulheres a seguirem carreira na área da Ciência e Tecnologia, independentemente dos desafios enfrentados por muitas das cientistas que aqui serão apresentadas.

Sendo assim, a Net Jacareí escolheu algumas histórias especiais de mulheres que contribuíram significativamente com o desenvolvimento de inúmeras tecnologias para divulgar nessa publicação.

Vale adiantar que a maioria das figuras destacadas são de épocas em que o acesso ao Ensino Superior era muito difícil para pessoas do sexo feminino.

Mesmo que ainda exista um significativo caminho a ser percorrido, olhando a trajetória dessas cientistas, é possível ter esperança e buscar, cada vez mais, por inclusão e representatividade nessa área que costuma ser composta majoritariamente pela presença masculina.

Em pleno século XXI, quando o assunto é Ciência e Tecnologia, os primeiros nomes que nos vêm à cabeça são de homens. Não há como ignorar que todas as imagens relacionadas à área, presentes no cotidiano, são predominantemente masculinas.

No entanto, apesar de muitos desconhecerem, é grande a lista de contribuições femininas no desenvolvimento da Ciência e Tecnologia. Em todas as áreas desse segmento, elas se destacam com resultados de grande relevância, possibilitando o surgimento de inovações, programas, jogos e tantos outros feitos.

Porém, pouco se fala sobre essas mulheres, intimamente envolvidas com a área da Ciência e Tecnologia, mesmo que elas estejam presentes há séculos nesse universo.

Sendo assim, com o Dia Internacional da Mulher se aproximando, fazemos questão de honrar as diversas conquistas femininas que impactaram o desenvolvimento tecnológico, favorecendo a transformação e o mercado digital.

Confira as mulheres incríveis que contribuíram com descobertas fantásticas utilizadas até hoje!

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Ada Lovelace

Alan Turing é considerado o pai da computação, mas quem de fato teve a ideia do primeiro programa computacional foi Ada Lovelace. Em meados do século XIX, a famosa condessa de Lovelace, chamada de Augusta Ada King, analisava e traduzia diversos materiais dos matemáticos contemporâneos.

Essas análises ajudaram o primeiro algoritmo do mundo a ser desenvolvido. No entanto, infelizmente, nessa época, Lovelace não tinha à sua disposição máquinas que fossem capazes de testar esses códigos e provar que a sua lógica estava correta.

Porém, a descoberta de Ada Lovelace foi testada e comprovada anos depois de sua morte, quando já existiam computadores com a capacidade de processar esse tipo de algoritmo.

Atualmente, ela é considerada a mãe da computação e, inclusive, existe um prêmio em seu nome destinado às pessoas que desenvolvem inovações nessa área.

Carol Shaw

Quem curte videogames vai gostar de conhecer a história de Carol Shaw. Nasceu na região do Vale do Silício, em 1955, e é considerada a primeira mulher que começou a trabalhar com o desenvolvimento de jogos digitais.

Shaw criou softwares para games e consoles, sendo pioneira na geração procedural de conteúdo, relacionada com o aumento gradual da dificuldade nos níveis do jogo.

Em várias de suas obras, uma fase era totalmente diferente da outra, conceito utilizado até hoje nos maiores títulos de jogos.

Isso tornou a engenheira da computação uma das primeiras colaboradoras da Atari, trabalhando também em empresas como a Activision.

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Frances Allen

A Ciência da Computação foi impactada por essa grande matemática. O setor em que se destacou foi o de otimização de compiladores. Com as suas descobertas, foi possível criar sistemas de aperfeiçoamento de códigos e de computação paralela.

Isso fez com que diversos softwares passassem a trabalhar de forma otimizada, inclusive nos processadores de baixo desempenho.

Por conta de suas contribuições, ela se tornou a primeira mulher a receber o prêmio Turing, aos 74 anos. Frances Allen também trabalhou na National Security Agency (NSA), com a criação de sistemas de segurança digital.

Grace Hopper

Ao que tudo indica, o termo “bug”, para se referir a problemas nos sistemas computacionais, passou a ser usado depois que Grace Hopper solucionou um erro de processamento de dados ao retirar um inseto (chamado de “bug” na língua inglesa) de dentro de uma máquina. Mas não foi essa a sua grande contribuição.

Hopper foi a primeira mulher a ter um PhD em Matemática na universidade de Yale. Trabalhou também na área da tecnologia dentro da Marinha dos Estados Unidos.

Além disso, foi uma das idealizadoras de uma das linguagens de programação mais utilizadas para banco de dados de negócios, a COBOL. Contribuiu também para a criação do primeiro computador comercializado nos Estados Unidos, o UNIVAC.

Hedy Lamarr

Foi uma atriz no início do século XX que teve influência na criação de tecnologias aplicadas até hoje em GPS e Wi-Fi. Hedy Lamarr, além de ser famosa nos cinemas, teve ideias que foram utilizadas até mesmo para a interceptação de mensagens durante a guerra.

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Ao perceber a variação da frequência emitida pelas notas tocadas no piano, notou que as estações de radiocomunicação poderiam funcionar de forma parecida.

Assim, junto de George Antheil, desenvolveu um sistema de interferência de rádio, utilizado para evitar a detecção de mensagens dos EUA pelos países inimigos na Segunda Guerra Mundial. Esse conceito é aplicado até hoje em smartphones, Wi-Fi, GPS, Bluetooth e diversas outras tecnologias.

Katherine Johnson

Além de concluir aos 18 anos as suas primeiras graduações, em Matemática e Francês, foi a primeira mulher negra a ingressar em um curso de pós-graduação na universidade West Virginia State. Suas ideias fizeram com que trabalhasse na NACA, um órgão que, futuramente, viria a se tornar a NASA.

Uma de suas principais contribuições foi o cálculo de trajetória de voo para a missão de primeiro pouso na lua, feito pelo Apolo 11. Ou seja, ela ajudou a calcular a rota para a Lua e a construir a primeira nave espacial lançada em 1961. Uma parte de sua história pode ser assistida no filme “Estrelas Além do Tempo”.

Roberta Williams

Foi a cofundadora de uma das principais empresas da indústria dos games, a Sierra, que futuramente se fundiu com a Activision. Depois de ser apresentada ao jogo Adventure, que era feito por meio de texto, Roberta Williams teve a ideia de desenvolver jogos com conteúdos visuais, criando o Mistery House, uma de suas primeiras obras de maior relevância.

Essa ideia foi uma revolução no design de jogos, influenciando diversas criações. A empresa fundada junto com o seu marido, Ken Williams, foi responsável pela criação de diversos títulos conhecidos, como Phantasmagoria e King’s Quest.

A Net Jacareí finaliza essa homenagem, insistindo que lugar de mulher é onde ela quiser, incluindo os laboratórios e centros de pesquisas, contribuindo com o desenvolvimento da Ciência e Tecnologia.

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